18/05/2012

Conscientize-se - Caso Araceli Cabrera




18 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.

Seqüestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.


 Os acusados, Paulo Helal e Dante de Bríto Michelini, eram conhecidos na cidade pelas festas que promoviam em seus apartamentos e em um lugar, na praia de Canto, chamado Jardim dos Anjos. Também era conhecida a atração que nutriam por drogar e violentar meninas durante as festas. Paulo e Dantinho, como eram mais conhecidos, lideravam um grupo de viciados que costumava percorrer os colégios da cidade em busca de novas vítimas.

A Vitória daquela época era uma cidade marcada pela impunidade e pela corrupção. Ao contrário do que se esperava, a família da menina silenciou diante do crime. Sua mãe foi acusada de fornecer a droga para pessoas influentes da região, inclusive para os próprios assassinos.

Apesar da cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Sua morte, contudo, ainda causa indignação e revolta. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis.

O dia 18 de maio foi criado em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.


De autoria da então deputada Rita Camata (PMDB/ES) - presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente do Congresso Nacional -, o projeto foi sancionado em maio de 2000.

Desde então, a sociedade civil em Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes promovem atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade da violência sexual.

Lei 9.970 – Institui o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil

Art. 1º. Fica instituído o dia 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Foto:  News Rondonia
Fonte Texto:  Comitê Nacional


17/05/2012

Dia internacional na luta contra a homofobia - Diversidade Sexual



Hoje, dia 17 de Maio, é considerado o dia Internacional contra a homofobia. O Descolando Ideias entra nessa campanha e convida todos para também participarem. Todo mundo tem o direito de amar quem quiser!!


"Para mim, a homofobia é Uma falha na educação da sociedade!" A.M.C.F.S, 24 anos


Descolando Ideias na luta contra a Homofobia




"Pra começar esse lance sobre o que eu penso sobre a diversidade sexual, vou admitir que comecei a prestar atenção sobre isso depois que tive filhos – por pensar no futuro deles – e quando me assumi. Sinceramente nunca questionei o que os outros pensam e se isso de alguma maneira iria interferir na minha vida.  Mas de certa forma INTERFERE pra caramba.
Conversando com alguns amigos que diretamente têm suas vidas sendo apontadas por uma questão de puro preconceito, fiquei convencida de que a questão de não me preocupar com esse assunto me distanciava um pouco deles, referente à ideia de “vamos lutar por uma sociedade menos heteronormativa”.
Eu sou mãe de dois filhos ainda em fase de crescimento, sendo tão pequenos é demorado pra eles entenderem a minha vontade sexual. Não gosto de definir como “opção” porque acredito que dá uma ideia de “escolha” e eu não escolhi ser lésbica. Eu simplesmente sinto que o meu desejo sexual é destinado a uma mulher e principalmente sou FELIZ assim. Explicar pra eles a minha relação é uma tarefa difícil já que todas as regras e normas são direcionadas as pessoas heterossexuais. Uma vez minha filha me disse: “mãe, o NORMAL é uma mulher casar com um homem”. Eu perguntei onde ela tinha ouvido isso, e ela me respondeu “na escola”.
Desde cedo meus filhos são bombardeados com o posicionamento da escola e de toda uma sociedade como citei acima “heteronormativa” onde tantos desconsideram que existem varias orientações e desejos sexuais diferentes.
Antes de ter certeza do que eu queria, ouvi muita gente dizer que era uma fase e que eu tinha sofrido uma forte influência dos meus amigos, na sua grande maioria homossexuais. No primeiro momento eu até pensei nessa possibilidade, mas, não tem como escapar da vontade, desejo e dos “olhares”. Tive minha experiência com homens, me casei por quatro anos e certo tempo depois, o desejo de estar com uma mulher e me sentir completa foi mais forte. Me assumi realmente aos 20 anos e foi um choque para os meus amigos héteros e para os vizinhos. Até hoje, 4 anos depois ainda sinto olhares voltados pra mim com certo preconceito. Muitas pessoas não aceitam a vida que eu levo hoje e ainda mais por saberem que tenho filhos. Tive uma relação homossexual por 2 anos e 5 meses, morei com essa companheira e meus filhos a chamam de mãe até hoje. Foi e sempre será difícil para as outras pessoas uma relação “homo”. Sentia o preconceito constantemente. O mais forte que sofri foi na escola dos meus filhos no dia da reunião de pais, onde eu estava junto com a minha ex-mulher e meu ex-marido. Foi uma cena estranha para as outras mães e para a professora. Mas no meu pensamento, aquilo era e é normal. Se meus filhos tinham duas mães e um pai, normal os “responsáveis” estarem presente na reunião escolar.
O mundo homossexual deveria ser encarado como uma questão de fortalecimento dos conhecimentos individuais somos todos iguais, porém, nossos sonhos, desejos e necessidades que são extremamentes diferentes."
Relato da Jovem A.M.C.F.S.

16/05/2012

Direitos Humanos - Formação Popular





Nós brasileiros estamos acostumados "generalizando" a pensar que nada tem jeito, que pior do que está não fica e que tal situação é melhor que nada, reclamamos de desigualdades, preconceitos, abusos/abandono das autoridades e muitos outros questionamentos. O fato é, não podemos nos acomodar! Temos direitos, acontece que por falta de conhecimento nosso, sobre estes direitos, eles são tirados de nós, na verdade muitas vezes nem são exercidos!
É preciso acreditar,, lutar por melhorias e avanços. Para que isso aconteça a melhor arma que podemos ter é o conhecimento e, tendo ele, agir! 

"O povo tem a força, só precisa descobrir!" - Rap Da Felicidade

Em 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde em seu Artigo 1º afirma-se:

"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."

No Brasil, temos a nossa atual Constituição Federal, que é a sétima na história do Brasil, e foi promulgada em 5 de outubro de 1988.
A Constituição é a lei maior, a Carta Magna, que organiza o Estado brasileiro, nela são definidos os direitos dos cidadãos, sejam eles individuais, coletivos, sociais ou políticos; e são estabelecidos limites para o poder dos governantes.


Temos uma oportunidade de aprimorar o nosso conhecimento no campo dos Direitos Humanos, não fique de fora!

O Curso de formação Popular em Direitos humanos acontecerá 1 vez por semana, sempre aos sábados de 10h da manhã até às 13h.

A inscrição pode ser realizada nas sedes do Educap, Raízes em movimento e DDH.
Por e-mail: institutoddh@gmail.com
Ou por telefone: 2252-6042

O curso acontecerá na sede do Educap (Campo do Sargento - Rua Canitar, s/nº - Complexo do Alemão)

Clique na imagem e leia a programação!




15/05/2012

Complexo do Alemão, Bairro?



Muitos já ouviram falar da história do Complexo do Alemão e do Leonard Kacsmarkiewiez, o "Alemão".
O que muita gente desconhece é que no dia 9 de Dezembro de 1993, pela lei 2055, alterando os limites dos Bairros de Olaria, Ramos, Bonsucesso, Inhaúma e Higienópolis, foi delimitado o Bairro Complexo do Alemão.


Nesta imagem está todas as delimitações do que é o Bairro Complexo do Alemão. Ocupando 437.880m², o ponto culminante dos morros locais está a 138 metros de altura em área com cobertura Florestal.


E você? Sabia que o Complexo do Alemão é um Bairro?
Quais são as suas opiniões sobre o assunto? Quais as suas dúvidas?


OBS: Através dos questionamentos feitos aqui, iremos realizar outras matérias com as mais diversas informações sobre o nosso Bairro.


Fonte: Instituto Pereira Passos e Armazém de Dados

11/05/2012

Flavio Carvalho - Não sou alvo!




"Uma noite tensa e calma,
É isso que posso dizer sobre a madrugada de 13 de novembro de 2011, dia da ocupação do Bope na Rocinha. Tensa pela possibilidade de um confronto armado entre policiais e bandidos, e calma por causa do silêncio, um silêncio que cala a alma. Era possível ouvir de longe vozes e gritos. Quem era? Do bem ou do mal? Não sabia. Somente se ouvia um silêncio, que logo foi partido pelo helicóptero da marinha.
Os rasantes, as idas e vindas do helicóptero, deixava-me cada vez mais apreensivo para o que aconteceria em seguida. Quando recebi a noticia do êxito da operação, saí de casa às 7h, com duas câmeras fotográficas, sentido uma grande esperança que tudo dera certo. No meio do caminho, encontrei um carro com quatro oficiais do Bope e um morador, todos eles parados em frente ao banco da Caixa.
Não pude perder a oportunidade, parei olhei para os olhos deles como quem diz, tenho que fotografar. Peguei do bolso a minha máquina pequena e fiz uma foto mais de registro do que artística, sem a preocupação com ângulo, luz e enquadramento.  Eu tremendo,  ainda sentindo o medo que todo morador de favela sente ao se deparar com policiais do Bope, fotografei. Não fizeram pose.
O oficial sentado na borda da caçamba da pick-up disse um tanto ironicamente: “você tirou a foto, agora abre a mochila”. De pronto retirei a câmera profissional que estava em seu interior. Sem me mostrar, ele pôs a mão dentro da minha bolsa e procurou alguma coisa que com certeza não sabia o que era. Perguntou de onde eu era, o que eu ia fazer com a foto. Eu disse com a voz tremula, que participava de um site comunitário e que a foto poderia ser publicada lá.
Então ele me liberou. Quando fui tentar tirar mais uma foto, desta vez, de frente para o carro, o homem que estava no carona me impediu, com uma ordem autoritária. Tirei-a mesmo assim. O resultado foi ruim, tremulo, assim como meu estado de espírito naquele momento. Ainda mais um último aviso dos oficiais: “Tá dominado”.
Esse relato, fiz poucos dias depois da ocupação e ainda com a visão de quem conhece somente o lado truculento do policial carioca. Ao caminhar pelas ruas da favela é comum ver viaturas paradas em pontos estratégicos e oficiais se locomovendo empunhado suas armas. O arsenal bélico somente mudou de punhos. As armas não me causam estranhamento. Elas estiveram sempre presentes, algumas vezes mais outras menos. É um conforto que ao menos não esteja nas mãos de alguém com atitudes inesperadas. Alguém que pode até matar a mãe para ter retorno financeiro em cima do seu negócio ilícito. Mas até quando vai ser comum que o policial haja de uma forma fora da favela e de outra dentro dela.
Fui informado de um caso sério de agressão a um morador que trabalha na cultura da Rocinha. Esse tipo de comportamento não pode ser tolerado, só porque antes não tínhamos leis dentro da comunidade. Se agora o Estado nos abraça, então deve mudar a forma de abordagem a quem é morador de favela. Devemos reivindicar o que foi garantido pela Carta de Direitos Humanos, somos iguais não somos? Então o tratamento deve ser igual. Anos e anos sem a presença da esfera pública dentro das comunidades, resultou numa população que mais do que tudo teve lutar pelos seus direitos. Agora é o momento mais propício para se mudar mentes corrompidas pelo sistema falho que presenciamos antes e teima em persistir agora.
Na Rocinha há um momento de tensão, mas não se deve desanimar para manter um Estado democrático dentro da favela. Todos estão cansados de ser obrigado a prestar contas a quem não protege a população, tanto do lado da lei como do lado contrário a ela. A resposta tem que ser um grito real de liberdade.  Viva a democracia! "

Artigo escrito pelo morador, repórter comunitário e fotógrafo no site FavelaDaRocinha.com, Flavio Carvalho. 

Assim como ele, você também não é um alvo!
Uma iniciativa Cidade Unida.


10/05/2012

Desafio da Paz de volta ao Complexo do Alemão



Vem aí a 3ª edição do Desafio da Paz. A 2ª que acontecerá no Complexo do Alemão. Corra e faça já a sua inscrição.


São vários os motivos para que o Desafio da Paz no Complexo seja mais um marco na cidade-sede das Olimpíadas de 2016. O evento reunirá 2000 corredores, que percorrerão 5 km dentro da comunidade do Complexo do Alemão. Um dos diferenciais do Desafio é, como nas duas edições anteriores no Complexo e na Rocinha, unir pessoas de diversas classes sociais, profissões, tribos e origens, numa corrida harmoniosa, onde as diferenças são respeitadas e os atletas estarão, novamente, lado a lado, correndo em prol da paz. Atletas com índices olímpicos ou não, atletas amadores, profissionais liberais, policiais, ex-bandidos, artistas, políticos e moradores do Complexo do Alemão e de outras comunidades cariocas percorrerão a trilha que ficou famosa durante a chegada das “Forças de Paz” no Complexo do Alemão em novembro de 2010, quando traficantes fugiram pelo mesmo local, e que sediou a primeira edição do Desafio da Paz.

INSCRIÇÕES

NÚCLEO DO AFROREGGAE DO COMPLEXO DO ALEMÃO:Podem se inscrever lá, pessoas moradoras das comunidades do Complexo do Alemão:Morro da Baiana, Morro do Alemão, Alvorada, Nova Brasília, Pedra do Sapo, Palmeiras, Fazendinha, Grota, Morro dos Mineiros, Reservatório de Ramos, Casinhas, Morro do Adeus, Canitar.

O endereço para inscrições é Rua: Joaquim de Queiróz, nº 62 – Grota – Complexo do Alemão – Rio de Janeiro – RJ. Inscrições de segunda a sexta, das 9h às 20h, até o dia 17/05/2012

NÚCLEO DO AFROREGGAE DE VILA CRUZEIRO:Poderão se inscrever moradores das comunidades do Complexo da Penha:Morro da Fé, Morro Paz, Morro do Sereno, Morro da Caixa d’água, Morro do Caracol, Chatuba, Grotão, Parque Proletário, Vila Cruzeiro, Cascatinha, Quatro Bicas e Merendiba

Endereço para as inscrições: Praça São Lucas, 1A – Em cima da Agência Santander – Vila Cruzeiro – Rio de Janeiro – RJ.Inscrições de segunda a sexta, das 9h às 18h, até o dia 17 de maio de 2012.



OBS: IMPORTANTE LEVAR RG E CPF E COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA OU DECLARAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE SUA COMUNIDADE COMPROVANDO QUE MORA NA MESMA. 

QUEM NÃO MORA NAS COMUNIDADES ACIMA, INSCREVA-SE AGORA  AQUI 

Mais informações acesse: Site Afroreggae



Cursos de Idiomas - Santander Universidades


Estão aberta as inscrições para os Cursos de Idiomas do Espaço Digital Santander Universidades. São cursos de Inglês, Espanhol e Mandarim (chinês), online com duração de 60hs, a média do curso é 8,0 . Ao final o aluno poderá imprimir o seu certificado.



Sua dificuldade é com o acesso a internet? Não tem problemas.
O Núcleo da Vila Cruzeiro tem a Sala Santander Universidades equipada com internet e computadores e você pode estudar lá. E o melhor de tudo é que o curso e o uso da sala são inteiramente grátis.
A idade mínima para fazer os cursos é de 12 anos. Menores de idade precisam dos pais para se inscreverem.
Mais informações, ligue de segunda a sexta, das 9h às 18h no Núcleo do AfroReggae de Vila Cruzeiro, (0xx21) 2209-0084. O endereço é Praça São Lucas, nº 1A e 1B – Vila Cruzeiro (em cima da Agência Santander)
Para se inscrever é necessário os seguintes dados: Nome Completo, Filiação, Data de Nascimento, RG e CPF, Endereço completo, e-mail e curso escolhido. Lembrando que esses dados devem ser fornecidos pelo telefone, pessoalmente, no núcleo ou para os emails:
Não fique de fora dessa. Uma grande oportunidade de se qualificar, lembrando que nos próximos anos nossa cidade receberá grandes eventos. Quem souber falar mais de uma língua com certeza levará vantagens nas oportunidades de emprego.